Sinto que estou vivendo um novo tempo.Aprendi com as lágrimas e com os caminhos espinhosos por onde arrisquei andar e agora sinto que tudo que carregarei disso são uma mala de lições aprendidas e de força para o que virá adiante.
Como é bom saber que não estamos sós!Esta semana tive a oportunidade de conhecer pessoas que mesmo sem me conhecer apenas me amaram e pude perceber que é isso que Jesus nos ensinou a fazer.
Tenho experimenta do o amor de Jesus de uma forma inexplicável,simplesmente me pego sendo arrebatado por uma forte e doce presença quando estou só que é como se tudo que Ele esperava era a oportunidade de estarmos só nós dois pra me contar dos seus segredos,do sonhos que tem pra mim.
Quero viver cada instante deste tempo de ESPERANÇA como se fosse o último instante da minha existência, tendo a certeza de que com Ele sou completo.
Escolhi QuartodoSaulo por meu quarto ser para mim um mundo particular,um santuário onde permaneço em meus pensamentos,onde encontro refúgio depois de um dia cansativo,onde me realizo nos acessos de criatividade,onde estudo,enfim...onde passo grande parte do tempo.No meu quarto é onde eu posso realmente ser eu. Um lugar onde Eu e Deus nos conhecemos.
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Teatro- Hamelin
Há tempos queria escrever sobre Hamelin, peça teatral fabulosa
que vi com a galera da Formação Agente Cultura Jovem no Festival Nacional da
Cidade de Vitória, nos dias 13 a 23 de outubro.
Hamelin,peça escrita pelo espanhol Juan Mayorga em 2005, retrata uma investigação
criminal de uma rede de pedofilia. Uma peça de extremo dinamismo onde atores
narram as cenas de forma onisciente conduzindo o espectador a um caminho
imaginário de forma muito clara e direta. A pouca disposição de elementos cênicos
e o uso de luminárias que propõem toda uma iluminação que possibilita a quem vê perceber todo um
cenário ilustra de forma concreta um lugar imaginado e pressuposto pelas falas
narrativas.O figurino usual de
cores frias dos personagens remetem a
realidade temática retratada na peça dando ainda mais a tensão de tudo que é
abordado no palco.
O elenco carioca de extrema qualidade interpretativa
expressa uma versatilidade ao interpretar uma mesma pessoa diversos personagens
adultos e crianças de forma tão natural que não se abstrai do real.
Vladimir Brichta como protagonista mostra o conflito de um homem
que tem o seu trabalho como prioridade esquecendo-se ou não tendo a disposição
de lidar com os conflitos pessoais familiares nos permitindo um paralelo entre
a família da vítima investigada no caso policial. Esse choque de relações e
dependência humana vai além do óbvio que a temática demonstra. Hamelin “escarra”
em nós um conflito social de tamanha complexidade que nos faz sair do teatro
muito mais reflexivo e consciente de que a sociedade precisa mudar.
Após a peça um debate entre o elenco e espectadores proporcionaram
uma troca bastante positiva enriquecendo ainda mais a atração do festival.
Veja um trecho da peça.
Ficha Técnica
Autor: Juan Mayorga
Tradução: António Goçalves
Direção: André Paes Leme
Elenco: Alexandre Dantas, Alexandre Mello, Cláudia Ventura, Patrícia Simões ,Oscar Saraiva e Vladimir Brichta
Cenografia: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Luciana Maia
Direção Musical: Lucas Ciavatta
Programação Visual: Mais Programação Visual
Fotografia: Silvana Marques
Desenho de Luz: Renato Machado
Produção Executiva: Leila Moreno
Direção de Produção: Andrea Alves e Cláudia Marques
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Realização: Sarau Agência de Cultura e Fábrica de Eventos
Tradução: António Goçalves
Direção: André Paes Leme
Elenco: Alexandre Dantas, Alexandre Mello, Cláudia Ventura, Patrícia Simões ,Oscar Saraiva e Vladimir Brichta
Cenografia: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Luciana Maia
Direção Musical: Lucas Ciavatta
Programação Visual: Mais Programação Visual
Fotografia: Silvana Marques
Desenho de Luz: Renato Machado
Produção Executiva: Leila Moreno
Direção de Produção: Andrea Alves e Cláudia Marques
Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti
Realização: Sarau Agência de Cultura e Fábrica de Eventos
Afundando
Sinto-me caindo,afundando
Acreditando em falsas verdades que há muito relutei...
e essa dor insiste a pulsar,pulsar...
Anestesiado em meu pecado
Sem encontrar tua mão,ouvir tua voz
Sinto-me afundando,afundando...
Deus,ata-me em suas cordas de amor
Faça tua luz romper a escuridão que está me meus olhos
Já faz um tempo que não sinto teu calor
e o que restou dentro de mim foi o frio deste deserto
Não sei mais quem sou
Num corpo que transita em pensamentos que eu não queria pensar
Mergulho dentro de mim e tento encontrar-te
Estou afogando,afogando nas lágrimas que chorei
Esquecendo-me do meu rosto
Será que voltarei a respirar?
Será que sentirei novamente o calor de tua luz?
Enquanto não encontro o caminho de volta eu continuo aqui
Nesse mar de lágrimas afundando,
Afundando...
(Texto feito em meio as dores de dias difíceis,aqueles que todos nós temos.Vinte e cinco de outubro de dois mil e onze.)
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Dica de Filme - A última Estação
Há um tempo tive o prazer de ir ao cinema e me encantar com a história de vida do escritor russo Liev Tolstoi (1828-1910) no filme "A última Estação.
Próximo do final de sua vida, Tolstoi (1828-1910) renegou praticamente todo o seu trabalho e quis doar seu dinheiro para obras sociais. Pretendia deixar em seu testamento os direitos de suas obras para os pobres da Rússia, e não para os próprios filhos. Renegando suas obras-primas, "Guerra e Paz" e "Anna Karienina", ele entrou em conflito com sua mulher, Sonia, que, não sem razão, queria proteger o patrimônio da família.
O longa-metragem é baseado na obra homônima de Jay Parini.Permeado de uma certa inocência e por uma linha tênue entre a relação de Tolstoi com sua família,principalmente sua esposa, o filme mostra as variações de um matrimônio desde seus momentos lúdicos e amorosos até o ápice de seus conflitos.
Com uma interpretação digna de seus personagens Helen Mirren(como Sonia), Christopher Plummer(Tolstoi), Paul Giamatti(Chertkov), James McAvoy(Valenti Bulgakov),Kerry Condon(Masha) refletem como espelhos o impasse de se viver por um ideal e de seguir o curso da vida de forma branda e aberta para constantes mudanças captada por várias vezes no filme na relação dos romances de Vladmir e Masha.A apreciação,quase idolatria de Vladmir por Tolstoi os entrelaça num vínculo de amizade tão comovente que se asemelha a uma relação paternal.
O drama de fotografia e figurino inpecável, isso sem falar na bela trilha sonora contendo Tchaikovsky, foi digno de concorrer a dois Oscar e dois Globos de Ouro.Este eu recomendo!
Próximo do final de sua vida, Tolstoi (1828-1910) renegou praticamente todo o seu trabalho e quis doar seu dinheiro para obras sociais. Pretendia deixar em seu testamento os direitos de suas obras para os pobres da Rússia, e não para os próprios filhos. Renegando suas obras-primas, "Guerra e Paz" e "Anna Karienina", ele entrou em conflito com sua mulher, Sonia, que, não sem razão, queria proteger o patrimônio da família.
O longa-metragem é baseado na obra homônima de Jay Parini.Permeado de uma certa inocência e por uma linha tênue entre a relação de Tolstoi com sua família,principalmente sua esposa, o filme mostra as variações de um matrimônio desde seus momentos lúdicos e amorosos até o ápice de seus conflitos.
Com uma interpretação digna de seus personagens Helen Mirren(como Sonia), Christopher Plummer(Tolstoi), Paul Giamatti(Chertkov), James McAvoy(Valenti Bulgakov),Kerry Condon(Masha) refletem como espelhos o impasse de se viver por um ideal e de seguir o curso da vida de forma branda e aberta para constantes mudanças captada por várias vezes no filme na relação dos romances de Vladmir e Masha.A apreciação,quase idolatria de Vladmir por Tolstoi os entrelaça num vínculo de amizade tão comovente que se asemelha a uma relação paternal.
O drama de fotografia e figurino inpecável, isso sem falar na bela trilha sonora contendo Tchaikovsky, foi digno de concorrer a dois Oscar e dois Globos de Ouro.Este eu recomendo!
- Título original: The Last Station
- Diretor: Michael Hoffman
- Elenco: Helen Mirren, Christopher Plummer, Paul Giamatti, James McAvoy, Kerry Condon, Anne-Marie Duff
- Gênero: Baseado em fatos reais, Drama
- Duração: 112 min.
- Ano: 2009
- Data da Estreia: 28/01/2011
- Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos
- País: Alemanha, Rússia, Reino Unido
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Arte Profética - Serafins com Tochas de Fogo
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Arte Profética-Coração Liberto
Juventude
"... Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes...”
(I João 2:14)
(I João 2:14)
Essa frase me trás muitas reflexões. O livro de João escrito
há mais de mil anos atrás retrata uma verdade ao dizer estas palavras.
Ao longo da história, esse grupo se tornou sinônimo de Revolução. Um espírito de inconformismo e a busca por novos ideias regem garotos e garotas desde o princípio da humanidade.
Há pouco tempo tenho me engajado em estudar um pouco mais sobre juventudes (Refiro-me no plural por constatar que existem dentro desse grande grupo subdivisões que são atribuídas por conexões entre os mesmos através de ideologias, classes sociais, sexualidade e muitos outros fatores.) e suas relações com a cultura e a arte. Adentrei-me num campo vasto de respostas e incógnitas quais não imaginava encontrar.
Como jovem, hoje percebo que sou parte de um grande número mundial o qual possuem direitos e aspirações muitas vezes contidas por um emaranhado de inseguranças e euforia estereotipadas por uma sociedade que insiste em apenas conter danos a nós, futura população madura, através de políticas públicas contra violência e direitos a saúde (Refiro-me a DST's e AIDS). Conquistar um espaço de manifestações públicas de expressões jovens não é algo tão simples quanto se imagina. Pouco de nós tem a consciência desses direitos.
A juventude do século XXI almeja mais do que saúde, segurança e educação. Sua vasta criatividade de veicular suas opiniões sobre diversos assuntos, sua sede de emancipação financeira e sua abrangência profissional possibilita a essa grande massa a certeza de ser o presente de uma geração superprodutiva.
Conhecer bem o passado de nossos pais e buscar alternativas para um futuro mais justo é preciso. Toda essa força existente em nós deve ser canalizada para atividades que nos impulsionem a construir um legado para novas gerações. A arte e a cultura são ferramentas de grande eficácia para toda essa revolução constante. Ter voz política e social faz parte da juventude e também caracteriza o artista. Hoje o número de grupos engajados em causas socioculturais tem se intensificado a cada dia.
O que me espanta é saber que apesar desse grande número existe em contrapartida outro grupo que ainda não possui essa consciência ou não possui possibilidades de fomentá-la devido à realidade que vive sobrecarregando-se no trabalho, uma realidade propícia a uma fase adulta madura precoce entre muitos outros fatores.
Rever os meios de acessibilidade a cultura e entretenimento a todos são algo que deve ser pensado e posto em prática pelo governo. Através de momentos que oportunizam descobertas e encontros com as aptidões pessoais de cada um são consolidados cidadãos mais conscientes de seus deveres e detectados novos profissionais fomentando assim uma estrutura socioeconômica menos desequilibrada.
Ao longo da história, esse grupo se tornou sinônimo de Revolução. Um espírito de inconformismo e a busca por novos ideias regem garotos e garotas desde o princípio da humanidade.
Há pouco tempo tenho me engajado em estudar um pouco mais sobre juventudes (Refiro-me no plural por constatar que existem dentro desse grande grupo subdivisões que são atribuídas por conexões entre os mesmos através de ideologias, classes sociais, sexualidade e muitos outros fatores.) e suas relações com a cultura e a arte. Adentrei-me num campo vasto de respostas e incógnitas quais não imaginava encontrar.
Como jovem, hoje percebo que sou parte de um grande número mundial o qual possuem direitos e aspirações muitas vezes contidas por um emaranhado de inseguranças e euforia estereotipadas por uma sociedade que insiste em apenas conter danos a nós, futura população madura, através de políticas públicas contra violência e direitos a saúde (Refiro-me a DST's e AIDS). Conquistar um espaço de manifestações públicas de expressões jovens não é algo tão simples quanto se imagina. Pouco de nós tem a consciência desses direitos.
A juventude do século XXI almeja mais do que saúde, segurança e educação. Sua vasta criatividade de veicular suas opiniões sobre diversos assuntos, sua sede de emancipação financeira e sua abrangência profissional possibilita a essa grande massa a certeza de ser o presente de uma geração superprodutiva.
Conhecer bem o passado de nossos pais e buscar alternativas para um futuro mais justo é preciso. Toda essa força existente em nós deve ser canalizada para atividades que nos impulsionem a construir um legado para novas gerações. A arte e a cultura são ferramentas de grande eficácia para toda essa revolução constante. Ter voz política e social faz parte da juventude e também caracteriza o artista. Hoje o número de grupos engajados em causas socioculturais tem se intensificado a cada dia.
O que me espanta é saber que apesar desse grande número existe em contrapartida outro grupo que ainda não possui essa consciência ou não possui possibilidades de fomentá-la devido à realidade que vive sobrecarregando-se no trabalho, uma realidade propícia a uma fase adulta madura precoce entre muitos outros fatores.
Rever os meios de acessibilidade a cultura e entretenimento a todos são algo que deve ser pensado e posto em prática pelo governo. Através de momentos que oportunizam descobertas e encontros com as aptidões pessoais de cada um são consolidados cidadãos mais conscientes de seus deveres e detectados novos profissionais fomentando assim uma estrutura socioeconômica menos desequilibrada.
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